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O QUE É O SONO? PARA QUE SERVE O SONO?

Passamos cerca de um terço de nossa vida dormindo. Dormir bem é essencial não apenas para ficarmos acordados no dia seguinte, mas para nos mantermos saudáveis, com melhor qualidade de vida e até aumento da longevidade.

Sabemos que o processo do sono é regido por um relógio biológico ajustado num ciclo aproximadamente de 24 horas. Controlado geneticamente os ponteiros do sono depende de fatores externos, como iluminação, ruídos, odores, hábitos, vida social.

A regulação do sono se dá por dois fatores chamados Processos de Regulação do Sono: o homeostático e o circadiano.

No processo homeostático há um acúmulo de substancias no sistema nervoso central, em função da vigília prévia e dentre elas a mais importante é adenosina. É fundamental para a qualidade de sono. Para melhor compreensão desse conceito, devemos considerar o acúmulo de horas acordado como um fator sinalizador para os sistemas fisiológicos, alertando que um período de sono deve ocorrer. Essa sinalização resultaria em uma “pressão” para que o sono ocorra.

No processo circadiano, a principal peça dessa engrenagem é a melatonina- hormônio produzido pelo cérebro na glândula pineal ou hipófise. Ela começa a ser secretada assim que o sol se põe, como um aviso para o organismo se preparar para dormir. A luz inibe a produção de melatonina. A luz é o estímulo mais importante para vigília, também chamada de zeitgerbers pelos alemães e na língua inglêsa time-givers.

A influencia circadiana também é conhecida como relógio biológico. Ou seja o ciclo se repete a cada 24 horas, como o controle da temperatura e da pressão arterial, a produção de hormônios, a sensação de fome, a atividade digestiva, dos rins e dos intestinos, por exemplo.

Quando o processo de sono tem início , a temperatura caí de 1 a 2 º C e a pressão arterial sofre uma leve queda. Daí o primeiro cochilo é um piscar de olhos. Os rins reduzem a produção de urina, o sistema gastro intestinal reduze o processo de digestão e absorção de alimentos.

E PARA QUE SERVE O SONO?

    Nosso estado físico e mental está diretamente ligado a uma boa noite de sono. O efeito de uma noite em claro é o efeito de uma embriagues leve: a coordenação motora é prejudicada e a capacidade de raciocínio fica comprometida. Ou seja sem o merecido descanso , o organismo deixa de cumprir uma série de tarefas importantíssimas. Quando se estuda sono, os efeitos da privação do sono são muito valorizados. Entre eles se destaca pela sua relevância na vida quotidiana, é o teste que se avalia o desempenho de um indivíduo em um simulador de condução de um automóvel, em situações de transito comuns. A capacidade de desempenho nestes testes diminui com o prolongamento da privação de sono. A conclusão é que um período de sono dentro dos limites normais é necessário para um desempenho psicomotor adequado durante o período acordado subsequente.

Em um estudo realizado pela Universidade de Chicago-EUA, onze pessoas com idade entre 18 e 27 anos foram impedidas de dormir mais de quatro horas durante seis dias. O efeito foi assustador. No final do período, o funcionamento do organismo deles era comparável ao de uma pessoa com mais de 60 anos. E os níveis de insulina eram semelhantes aos de portadores de diabetes.

Quando a energia que necessitamos diminue, um período de sono é necessário para preservar ou recuperar a energia perdida. Na primeira fase do sono é secretado o hormônio do crescimento ( growth hormone, GH ou somatostatina) que estimula a síntese proteica e o crescimento, estimula a mineralização dos ossos e o aumento da massa muscular, promove a quebra de gordura, reduz o acúmulo de glicose no organismo e estimula o sistema imunológico. A inibição do cortisol, hormônio do stress, nas primeiras fase de sono, é importante para consolidar a memória. Isto garante ao indivíduo além de longevidade, maior jovialidade. Também são conhecidos os efeitos da regulação dos níveis de substancias responsáveis pela regeneração de células e cicatrização da pele.